12 janeiro, 2014

Tudo é o “Todo”, o propósito e a causa.

 



Sou muito
mais da escrita que
da fala, então escrevo.


                    ”Nele, digo, em quem também fomos feitos herança, havendo sido predestinados, conforme o propósito daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade”.
  
                   Olha o que me levou a escrever o que faço agora, são os assuntos alheios, desatados, interessantes e inacabados; Que no melhor dos comentários temos que partir sem dar fim naquilo que sem dúvida nenhuma daria uma boa prosa. Olha que são tantos, basta sair por aí.
                   Outro dia ouvi alguém dizer que todo escritor é muito observador e solitário. Digamos que a minha vontade foi de invocar o interlocutor, e perguntar-lhe: Hei, hei, hei, hei! Quem concluiu tudo isso? A informação que lhe passaram é equivocada! Você pode estar mal informado... Mas enfim calei-me, há controvérsia, mas concordo, em partes.
                   Enquanto o povo caminha lá embaixo, eu me tranco sozinho no meu apartamento e passo a escrever minhas idéias; a noite vira dia, o dia vira noite e assim vai... Uma única palavra pode se tornar uma fonte, uma inspiração e, aí tudo é inspiração: um quadro, um gesto, uma fotografia, um espelho, o tempo, o sol a chuva... O que seria do escritor sem o senso? Todo autor se vale desse recurso: disponível, recorrente, solto no ar. Fadigo, sim, quero companhia, mas digo para mim mesmo: estou quase acabando, mais um pouquinho e, eu termino. Dou continuidade e estanco a entrada para os intrusos. Depois da obra pronta, lá se vai, atraindo milhares de seguidores, diariamente.
As pessoas dizem o que querem, afirmam o que supõe, tem a língua solta e rasgam o verbo. Coitado do próximo, que estiver próximo, ouvirá o que não pediu. Às vezes chego a examinar: se deveria existir uma lei, em que fosse terminantemente proibido, a conversação em coletivos. Veja o absurdo de outro dia, onde tiveram a astúcia de comentarem que quem faz muitas amizades, as fazem para no dia do velório o seu corpo não passar sozinho. Rs. Meu pai! Que comparação mais esdrúxula. Claro! Sem dúvida nenhuma, nem todos os comentários são tolos, e ruins assim, naturalmente existem aqueles que fazem sentidos, caindo bem aos nossos ouvidos, desejando ouvi-los mais...
                   Enquanto uns vão, outros vem e a humanidade segue caminhando dessa maneira; Eu, cá comigo mesmo, excêntrico que sou, observo e sou observado. Sendo mais do escrever que da fala trago comigo as minhas mesmices dúvidas como qualquer outro ser adulto, inocente, a procura do oculto, que já não acredita mais no poder da auto-afirmação; Se lá no livro dos livros (Efésios, 1 - 11), encontra-se registrado que: ”Nele, digo, em quem também fomos feitos herança, havendo sido predestinados, conforme o propósito daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade”. Rs... E aí?
                    Ora! Também sou do tipo que acredito, afirmo e assino em baixo, não haveria propósito sem a causa, onde tudo é um todo. Basta calcular se num simples controle-remoto de um aparelho de televisão, haveria uma tecla sem função.
                    Tenho vontade de gritar e não grito, como já disse sou muito mais da escrita que da fala, então escrevo. Quem sabe? Queira Deus, que os meus escritos soem mais alto que um poderoso grito.
                    Se quiser acreditar, acredite. Estamos aqui por um motivo justo, se não, não haveria o porquê, pense...

Acredite... Tudo é o “Todo”, o propósito e a causa.

Rs.

Faloouuu!!!







                                                                                           Ao lado do “Pai”