05 janeiro, 2013

No espelho vi a minha própria imagem.











Uma imagem na superfície refletora
constituída por uma película metálica
depositada sobre um dielétrico polido.


             Então logo após o café iria me olhar no espelho e assim
             notificar-me com quem poderia eu, parecer naquela manhã. Rs...

             Hoje amanheci nostálgico. Sei lá! Meio a fim de ouvir os The Beatles e tudo mais. Bateu em mim uma saudade, do que e de quem eu também não sei; mas normal encaro isso numa boa, uma coisa tremendamente natural, comigo já aconteceu antes, e também sei disso em outras pessoas.
             Também já ouvi dizer que a cada dia a gente amanhece com a cara de alguém... Rs. Será mesmo verdade?... Das coisas que já vi, ouvi e li, quem seria eu pra duvidar?... Além do mais sabendo que entre os céus e a terra existem muito mais mistérios que a nossa fã filosofia supõe... Decidi então que logo após o café iria me olhar no espelho e assim notificar-me com quem poderia eu, parecer nesta manhã. Rs...
             Todavia antes, lembrei: todo filho se parece com o pai, com a mãe, com o avô, com a avó... E aí me alonguei no pensamento e deixei que me levasse e ele me levou assim como um vento suave que vem, e vai.
              Então supus e imaginei: Será que os sobrinhos têm o direito de herdarem características físicas e intelectuais, dos seus tios? Ou não tem nada haver, o que sentem o que vêem e o que falam são todos recebidos lá atrás, da mesma árvore mãe?... Sei, não!... De tanto que meu tio contava hoje conto. Rs. Conheço a indução, a inspiração; sei dos seus efeitos. Então faço aqui uma pergunta: se o filho do meu colega seguiu a mesma profissão do primo amigo. Seria aí: indução ou inspiração?... Rs.
Meu “Tio bola”, sim; era um nato gozador e contador de histórias, homem formado em nível superior e dedicado a literatura que foi, tinha na ponta da língua uma extensa bagagem de um conjunto de palavras usadas para cada ocasião. Daí, graças a ele sou um escritor; dos contos que ele me contou, hoje conto alguns. Não carrego a mesma eloqüência da arte e talento que ele possuía, mais eu tento me esforço e, conto. E o certo é que algumas pessoas têm aprovado e isso me incentiva bastante. Se não, nas minhas horas de guerras, a sós! Já teria parado há muito tempo...
              Dele tenho muita saudade!... Das tardes que passei ao seu lado então... Quando se foi quis enganar a mim mesmo imaginando uma viagem rápida, que breve voltaria. Daí o tempo passou, passou, e passou pra caramba, e eu esperei, esperei, e esperei de montão, e ele não voltou. Hoje crescido sei: quem fica sofre com olho na estrada a esperar...

               Mas, seria mesmo verdade que a cada manhã a gente se parece com alguém? Isso não sei!... E do modo como estava, ali ficando não sei quanto tempo levei... Receoso abrir os olhos... Ao contemplar a minha própria imagem refletida na superfície refletora constituída por uma película metálica depositada sobre um dielétrico polido. Gargalhei, gargalhei e gargalhei... Rs... Que tolo fui! Sou eu mesmo, nada mais que eu mesmo! Um acanhado, espantado e amassado de tanto dormir!...

Rs...

Faloouuu!!!...







                                                                                           Ao lado do “Pai”