22 junho, 2012

Conjectura daí que eu conjecturo daqui. Rs...










A mentira
tem pernas curtas.

                  A meu ver bem que poderia ser incluso,
                  dentre os conhecidos pecados capitais.

                 Num dia à tarde após as chuvas de verão estear um pouco daquele chove não molha durando nisso ali quatro dias; para a minha feliz surpresa visitou-me novamente em minha loja, o cunhado do meu cunhado, homem calmo, sereno que naquele dia após sentar e dizer-me de onde vinha, fez-me a seguinte conjetura: Seria mesmo verdade que uma mentira contada mil vezes torna-se verdade e uma verdade exposta com fraco entusiasmo, passa a ser desacreditada? Quem poderia afirmar, sim ou não?...
                 Do meu lado pecante que sou não aprecio tal pecado, nem exalto o pecador usuário. Mas prefiro aqueles que dizem com firme convicção.
                 Dizem que vendedor que não mente não vende. Rs... Agora me lembro dum sujeito que apareceu vendendo blusas de lã, quando abordado por um suposto cliente que lhe perguntou: essa blusa estica? Para provar a autenticidade do seu original produto e temendo ali uma considerável diminuição dos lucros no final da tarde, o homem que vendia de imediato responde: logicamente que não meu senhor trata-se de um produto de fino fio. Ao passo que o outro torceu o nariz, pois o seu desfigurado figurino exigia um laceamento na região do abdômen, rapidamente aquele vendedor mudou seu discurso passando a afirmar: Quero dizer que sim, logicamente laceará no tamanho e local adequado! Rs... E sem escrúpulo algum passou a esticar o produto... 
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Por mencionar abdômen, de um tempo pra cá sou obrigado a conviver com uma, saliente deselegante incômoda barriguinha, que descontraído a passos curtos hoje passo exibir por onde vivo a andar. Rs. No princípio não foi fácil pra mim, imediatamente me opus a tal distorção corpórea, passando a não mais comer: nem isso nem aquilo, nem aquilo nem isso; de forma que entrei num regime ferrado... Levado pelos outros fui à academia e também adquiri pesados equipamentos práticos de ginástica, que em poucos dias deu-se tudo em nada. Mas como em tudo não estamos sós! Então... De pé como estou, vejo meu pé, assim não me amarguro. Contra a realidade não há relutância...
                  Introspectivo me é saber que nos dias de hoje tudo é moda, moda e moda. Imaginem, só: outro dia proibiram-me comer um pãozinho francês com manteiga (Daqueles estaladinho nas mãos), por que engorda. Aí se formou uma guerra. De um lado o meu desajeitado apetite diz que posso e devo. O lado oposto e social imputando regras e deveres difíceis de cumprir, me orienta: melhor maneirar, controle-se. Diante do amargurado relutante impasse, opto por ficar com o social, mas só eu sei o quanto sofro... Tal como um cachorro que o seu único dever é guardar o quintal, assim vigio minha boca. Então de que me adianta ouvir o meu vizinho quando entusiasmado me diz: há décadas o pão da padaria do Sr. João, é o melhor da nossa região!...
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                  Deixe-me voltar por onde comecei e não terminei, sem querer nem por que me esgueirei nos caminhos do pensamento que são tantos e me levam a pensar, a falar e cogitar naquilo que aqui acolá vivo a matutar quando não digo alto. A meu ver bem que poderia ser incluso, dentre os conhecidos pecados capitais a dita cuja maliciosa inoportuna mentira. Por ela já se atravessaram tantos pecados, que...
                  Como não terminava vi que sua cabeça pendia por sobre os seus cansados ombros, na ponta dos pés calculando onde pisava, fui conferir e, de fato ele dormia e assim dormiu sem concluir.

                   Agora conjectura eu: Seria mesmo verdade que uma mentira contada mil vezes torna-se verdade e uma verdade exposta com fraco entusiasmo, passa a ser desacreditada? Quem poderia afirmar, sim ou não?...

Rs...

Faloouuu!!!...


 
 
 
 
 
                                                                                           Ao lado do "Pai"

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