03 fevereiro, 2012

Vinte e cinco anos de casamento, bodas de prata.









Atrás da minha
benção, eu ia longe.

              Nós estávamos nas vésperas, já entrando com os preparativos do vigésimo quinto ano da festa de aniversário do nosso casamento.

             Após ter lido mais um capítulo do meu recém comprado livro novo, dirigi-me, para a sacada de nosso prédio, e lá de cima passei então a observar minuciosamente um atraente pedaço do mundo, lá embaixo. Batia em mim um ar novo e refrescante e eu embebecido me refrescava gostoso. Quando eis que de repente entra em cena a minha querida esposa, e sem firula alguma foi direto ao assunto: Meu amor! Olha meu amor! Que tal se a gente se retirasse pro sul de nossa cidade e lá comemorássemos a nossa bodas de prata num hotel fazenda, hem?... Isso não seria ótimo? A mim me parece que sim! E o que você acha hem? Acontece que vi uns anúncios na internet, e me pareceu muito convidativo... Você não acha que a gente merece? Afinal de contas, trata-se de uma data muito especial para nós, e poderemos ir logo após termine a nossa festa... Nós estávamos nas vésperas, já entrando com os preparativos do vigésimo quinto ano da festa de aniversário do nosso casamento.
              Topei no ato! E de pronto já me vi fazendo as malas. Se bem que para mim a bagagem sempre é menor e mais rápida, sendo: Três bermudas, quatro camisetas, um par de chinelos e pronto, to pronto... Agora para ela!... Meu pai!... São: Saias, blusas, sandálias, toalhas, biquínis, maquiagens, e Tudo mais! Minha nossa! Só Jesus na vida dela!... Mais aí marcamos, e passamos então a viver uns dias de pura expectativa... Rs. Mas só alegria!... Rs. Até que a hora da nossa viajem chegou.
Na ida saímos com bastante folga de tempo, e bem antes do planejado, assim sendo no caminho poderíamos fazer umas boas paradas, aqui ou ali, pra um sorvete, um café, ou uma lembrança, sem nos desviar-mos do nosso destino.
Na estrada enquanto eu dirigia o nosso carro e me preocupava com o itinerário, ela muito feliz não cessava de falar, e como falava... Trazendo a tona os seus comentários sobre a nossa festa, o buffet e os nossos convidados, dando aqui especial atenção no comportamento da Cleuzinha e o seu escandaloso vestido curto e decotado... E o seu marido, o Jordão? Aquele bocó! O tempo todo no canto do salão de boca fechada, calado, segurando a criança enquanto ela zanzava e não se cansava em meio a olhares masculino a se exibir pra lá e pra cá. E falava, e falava e me questionava e com a matraca disparada continuava a falar, até que se cansou e calou-se... Olhando para ela sentada ali do meu lado, achei-a tremendamente encantadora, ainda mais bela do que sempre foi; e mais uma vez notei que agora os seus cabelos já eram brancos e assim como os meus os dela também necessitavam tingi-los... Lembrei-me de quando a conheci, de quando a gente começou a namorar... De quando a gente se encontrava as escondidas... Rs. No princípio os nossos encontros eram sempre às escondidas! Ela saia mais cedo do trabalho e eu ia longe atrás dela já que morávamos bem distantes um do outro. O nosso tempo era curto, mas eu não me importava com isso; o que eu queria mesmo era estar com ela, isso sim valia muito a pena.

A nossa festa de bodas de prata foi uma coisa inesquecível, assim como também a nossa estada no hotel foi maravilhosa.

Mais ressalto aqui o momento da ida da nossa viajem, vendo ela ali sentada do meu lado.
Momento revivido esse, de modo muito especial, diferente, memorável... Rs...

Faloouuu!!!







                   
                                                                                            Ao lado do "Pai"

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