12 dezembro, 2014

A impulsionabilidade falsa motora da vida. Rs...






Se comprar estaria
agindo pelo impulso?


             O que eu mais quero neste momento é poder comprar.
   
        Há dias que venho relutando comigo mesmo, eis aí um grande impasse: compro ou não compro? A questão é puramente básica e simples, comprar ou não comprar aquilo que pode muito bem esperar por mais uns dias; hem? Se compro, estaria comprando o supérfluo? Se comprar estaria agindo pelo impulso? Isso me atormenta, e eu não quero ceder. Dívidas? To até o pescoço, então penso: O que seria mais um mergulho pra quem já está molhado? Condições financeiras pra isso eu tenho, se não tenho o dinheiro vivo em espécime na moeda corrente do meu país, ao menos então tenho crédito. Rs. Posso muito bem me dirigir a qualquer um estabelecimento comercial mais próximo de minha residência, entrar e pedir aquilo que eu quero. Pago através de um longo financiamento, ou então com um dos meus setes cartões de créditos. Rs... Mando tudo pra próxima fatura!... E daí? A forma de pagamento não me importa agora... O que eu mais quero neste momento é poder comprar. Depois eu me viro, dou um jeito quando a conta chegar. Coisa boa é poder fazer isso, e maravilha!... Quantas coisas eu já comprei desse modo, e nem usei e nem sei... Misericórdia, Senhor!... Só Jesus na minha vida. Rs.
         Mas é exatamente aí que vem o x da questão: há meses que eu venho me olhando, me regulando, me ajuizando. Agora to gastando menos. E quando compro, compro somente aquilo que já não pode mais esperar; negocio o valor e pago a vista. Conseqüentemente o resultado disso tem sido surpreendente, bom mesmo. Observei para o meu próprio bem que o meu salário, que não é lá muito estas coisas (Mal dando para chegar ao final do mês), agora ta aparecendo melhor, to conseguindo acertar as contas vencidas e noto que vem sobrando até alguns trocadinhos. E isso é muito interessante e muito recompensador, digno dos meus esforços! Rs...
Mas a impulsionabilidade falsa motora da vida, não dá mole, não. Ela não quer perder. Veja que outro dia à tarde, de uma saída rápida que dei até o centro comercial do meu bairro, de uma hora pra outra me peguei dentro de uma loja, e dentro de um provador, diante de um espelho me olhando de cima a baixo, e todo faceiro verificando se uma calça preta serviria em mim... Quase comprei aquilo de que não necessitava. Nem sei como sai de lá, mas me lembrei a tempo do meu jejum salvador e pude fugir apressadamente ileso dobrando a primeira esquina sem nem olhar para trás.
          Vejam vocês, que agindo de modo despercebido e despreparado já cheguei a comprar e levar para minha casa coisas sem nenhuma utilidade, e repetida.
         O impulso faz assim, ele domina! E o dominado nem percebe suas artimanhas manhosas, e controladoras. Age sempre de modo calculista, atraente, bonito e risonho; com seus falsos elogios zombeteiros de volte sempre, que no fundo mesmo, só vale para nos endividar.
         Agora ponho um basta nesta história toda, chega! Cansei de ser um dominado! Não quero mais isso pra mim, o impulso comigo não tem mais vez. Conheço bem sua aproximação, ouço os seus passos, to atento. De dominado passo a dominador, agora dou as cartas, sou mais eu... O supérfluo não fará mais parte do meu cotidiano. Xô! Xô! Impulsionabilidade falsa motora da vida, a mim você não engana mais. Xôôô!!!

         Hum!... Neste momento passou-me uma vontadezinha gostosa de ir ao shopping gastar um dinheiro...
           Mais sou forte e não vou!

Rs.

Faloouuu!!!





                                                                                             
                                                                
                                                                                                             Ao lado do "Pai"

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