26 agosto, 2011

E disse-lhe Jesus: Nem eu te condeno...





"Aquele dentre
vós que está sem
pecado seja o primeiro
que lhe atire uma pedra."

E disse-lhe Jesus:
Nem eu te condeno;
vai-te, e não peques mais.

                      Mas Jesus foi para o Monte das Oliveiras. Pela manhã cedo voltou ao templo, e todo o povo vinha ter com ele; e Jesus, sentando-se o ensinava. Então os escribas e fariseus trouxeram-lhe uma mulher apanhada em adultério; e pondo-a no meio, disseram-lhe: Mestre, esta mulher foi apanhada em flagrante adultério.
Ora, Moisés nos ordena na lei que as tais sejam apedrejadas. Tu, pois, que dizes? Isto diziam eles, tentando-o, para terem de que o acusar. Jesus, porém, inclinando-se, começou a escrever no chão com o dedo. 
Mas, como insistissem em perguntar-lhe, ergueu-se e disse-lhes: Aquele dentre vós que está sem pecado seja o primeiro que lhe atire uma pedra. E, tornando a inclinar-se, escrevia na terra. Quando ouviram isto foram saindo um a um, a começar pelos mais velhos, até os últimos; ficou só Jesus, e a mulher ali em pé. 

                       Então, erguendo-se Jesus e não vendo a ninguém senão a mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? Respondeu ela: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu te condeno; vai-te, e não peques mais.



Bíblia Sagrada:
João 8: 1-11.









                                                                                            Ao lado do "Pai"

24 agosto, 2011

E o homem levantou e andou...








"Em nome de
Jesus Cristo,
o nazareno,
levanta e anda. "

Disse-lhe Pedro:
Não tenho prata, não tenho ouro; mas o que tenho, isso te dou; em nome de Jesus Cristo, o nazareno, levanta e anda. E no mesmo instante o homem levantou e andou...

                           Pedro e João subiam ao templo à hora da oração, a nona.
                           E, era carregado um homem, coxo de nascença, o qual todos os dias punham à porta do templo, chamada Formosa, para pedir esmolas aos que entravam.
                           Ora, vendo ele a Pedro e João, que iam entrando no templo, pediu que lhe dessem uma esmola. E Pedro, com João, fitando os olhos nele, disse:
                           Olha para nós. E ele os olhava atentamente, esperando receber deles alguma coisa.
                        
                           Disse-lhe Pedro: Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho, isso te dou; em nome de Jesus Cristo, o nazareno, anda. Nisso, tomando-o pela mão direita, o levantou; imediatamente os seus pés e artelhos se firmaram e, dando ele um salto, pôs-se em pé.
                           
                           Começou a andar e entrou com eles no templo, andando, saltando e louvando a Deus.
                          
                           Todo o povo, ao vê-lo andar e louvar a Deus, reconhecia-o como o mesmo que estivera sentado a pedir esmola à Porta Formosa do templo; e todos ficaram cheios de pasmo e assombro, pelo que lhe acontecera.



Bíblia Sagrada:
Atos 3: 1-10.









                                                                                            Ao lado do "Pai"


10 agosto, 2011

Uma visão num vale de ossos secos.



"E olhei, e eis que vieram
nervos sobre eles, e cresceu a carne,
e estendeu-se a pele sobre eles por cima."


Leiam aqui:
Uma visão maravilhosa e impressionante. Num vale de ossos secos. 

                       Veio sobre mim a mão do Senhor; e ele me levou no Espírito do Senhor, e me pôs no meio do vale que estava cheio de ossos; e me fez andar ao redor deles. E eis que eram muito numerosos sobre a face do vale; e eis que estavam sequíssimos. Ele me perguntou: Filho do homem, poderão viver estes ossos? Respondi: Senhor Deus, tu o sabes.
                       Então me disse: Profetiza sobre estes ossos, e dize-lhes: Ossos secos, ouvi a palavra do Senhor. Assim diz o Senhor Deus a estes ossos: Eis que vou fazer entrar em vós o fôlego da vida, e vivereis. E porei nervos sobre vós, e farei crescer carne sobre vós, e sobre vos estenderei pele, e porei em vós o fôlego da vida, e vivereis. Então sabereis que eu sou o Senhor. Profetizei, pois, como se me deu ordem. Ora enquanto eu profetizava, houve um ruído; e eis que se fez um rebuliço, e os ossos se achegaram, osso ao seu osso.  E olhei, e eis que vieram nervos sobre eles, e cresceu a carne, e estendeu-se a pele sobre eles por cima; mas não havia neles fôlego. Então ele me disse: Profetiza ao fôlego da vida, profetiza, ó filho do homem, e dize ao fôlego da vida: Assim diz o Senhor Deus: Vem dos quatro ventos, ó fôlego da vida, e assopra sobre estes mortos, para que vivam. Profetizei, pois, como ele me ordenara; então o fôlego da vida entrou neles e viveram, e se puseram em pé, um exército grande em extremo. 

                    Então me disse: Filho do homem, estes ossos são toda a casa de Israel. Eis que eles dizem: Os nossos ossos secaram-se, e pereceu a nossa esperança; estamos de todo cortados.




Bíblia Sagrada:
Ezequiel 37: 1-11.


                                                                                           
                                                                                           Ao lado do "Pai"

03 agosto, 2011

O ignorado emocional psiquico histérico.

           



Agora sou verde.
To todo verde,
adoro essa cor... 

Acompanhem:
O ignorado emocional psíquico,
histérico distúrbio neurótico, de um ser inanimado.

                      Sou um muro! Tenho a idade de doze anos e alguns dias, é mais ou menos isso daí. Inicialmente fui construído para murar e proteger o terreno do meu dono; todo mundo passava por aqui numa trilha que os próprios moradores fizeram encurtando o caminho para o outro lado da rua. Meu senhor tinha muito medo de invasão e apropriação indébita o que acontecia muito por aqui naqueles tempos antigos.
                     Fui feito as pressas sem muito recurso por isso não sou fundo, sou raso e na época não tive coluna ou canaleta alguma. O que só aconteceu alguns anos mais tarde devido a uma parte de minha estrutura ter caído por cima de um bêbado louco, desprotegido, que depois de ter tomado todas gastando todo o seu dinheiro suado numa farra que ele mesmo promovera pros amigos de copos lá no boteco do Zé-mané, veio em minha direção de pernas bambas sem rumo certo e zigue-zague ando até se esborrachar por cima de mim. Onde eu que também já andava meio bambo devido ao tempo e ao mal estado de conservação não dei mole e aproveitando a situação cai; cai mesmo. Estatelei-me no chão e por cima do beberrão. De mim foram vários pedaços que voou caindo mais do que devia, do bêbado não sei ao certo, mas saiu de cara roxa.
                      Desse tempo de vida que tenho já fui pintado de várias cores. Construíram-me e tacaram uma tinta branca em mim. A próxima cor só apareceu meses depois, onde me pintaram todo de preto, isso dos pés a cabeça... A ponto de um urubu pousar em mim, permanecer ali e não ser notado. E com essa cor o meu dono me permaneceu por um bom tempo, até eu começar a me descascar.
                     Também já fui pichado. Ou melhor, sempre sou pichado. Pichado sou até por cima da pichação, ninguém segura esses moleques, fedidos e esquisitos que só aparecem de madrugada com tintas brancas e amarelas, pichando-me com nomes letras e frases que eu não sei dizer o que...
Agora sou verde. To todo verde, adoro essa cor... Talvez seja devido as minhas velhas companheiras e amigas árvores, que nunca me deixam sozinho. Refrescando-me todas as tardes com suas sombras amigas. Já fui chutado, já jogaram bola em mim, já me bateram e já me pularam pra se esconderem de alguém. Já ouvi cada conversa... Tem gente que parece bom de cabeça, mas quando não vêem ninguém por perto falam sozinho... Esse ano eu completo treze anos. Dizem que esse número é o número do azar, mas eu não ligo pra isso, quero mesmo é durar muito tempo ouvir muitas histórias e ter muito que contar.

                       Amanhã será sábado, dia de feira. ...Vem muita gente e aí sai coisas. Hem?









                                                                 
                                                                             
                                                                                            Ao lado do "Pai"