19 julho, 2011

Um tempo no tempo.







Vagabundismo,
ou liberdade...?


Um tempo no tempo.

                    Logo de manhã quando acordei, notei que já era tarde; outra vez o meu programa favorito de televisão já havia começado. Então, empurrei o controle remoto que estava perto de mim, virei pro lado e me apaguei por mais alguns instantes... Ah! Que bom!
                   Agora era assim, depois de um tempo pra cá a vida tinha ficado dessa maneira: Acordar no horário marcado só com o despertador, se não...
                    É que são tantos sunninnhos bonnns...
                    Também que eu me lembre sempre fui assim:
Nunca me queixei de ir dormir tarde da noite, más levantar cedo... Hum!
                    Quando de verdade acordei, já se passavam do meio dia... Minha nossa! Que susto! E o meu ombro direito estava todo molhado, outro susto! Olhei pro telhado e vi que de uma velha e conhecida brecha descia uma forte goteira, Aí pulei da cama.
Aquela noite tinha chovido muito, a noite inteira. E aquela brecha no telhado... Até por uma questão de bom senso, eu bem que já deveria ter tomado uma providência. Não é mesmo? Poderia ter contratado um pedreiro, ter trocado a telha ou alguma coisa assim. Mas, não! Simplesmente eu não havia feito nada, nesse sentido, e pensando bem... Com tantos dias de sol que se fizeram naquelas semanas passadas. Hum! Mas também fazer o que? Eu só me lembrava daquilo, naqueles dias. E de mais a mais, eu até tava gostando. Nas noites iluminadas eu via o cruzeiro do sul... Rs.
Àquela hora, definitivamente não seria uma boa hora pra chorar. Muito pelo contrário, eu deveria agir, e agir rapidinho. Se não... Pensa numa situação sorrateira que vem e age manhosamente astucioso. Então remediei, e como já fizera efeito em dias anteriores, naquela tarde, repetiu o ato. Passei a mão dum balde mais próximo e na posição de aparador, provi para que todo aquele longo e espesso caldo turvo, não viesse a se espalhar pelo extenso piso afora. Ufa! Consegui.
                
                     A ausência de submissão na obrigação faz isso,aí. Na vida tem dessas coisas.

                     Do modo como estava:
                     Molhado, Mal acordado e desocupado, puxei uma cadeira e sentei.
                    Diante e atento à cena que sucedia, tal como um sábio entendedor e senhor dos assuntos dos mundos, passei então há contar o tempo no tempo que levaria a encher aquele balde.
               
                      E foi...

                     Seria isso, vagabundismo?

                     Chamo, assim:
                      Liberdade!!!      
                      Rs.




                                                                               






                                                                                            Ao lado do "Pai"



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