29 julho, 2011

Falando de Águia



Solitária,
caprichosa,
sedentária e voraz

                     A águia sempre foi tida como um símbolo de bravura. Ainda hoje sua imagem continua a ser um símbolo de independência e coragem. Para entender esse motivo basta ver uma águia de perto. De todas as aves grandes ela é a mais altiva e imponente, seu corpo sólido e vigoroso chega a medir um metro do bico a cauda. E sua envergadura é formidável, pois as suas asas quando abertas chegam a alcançar até dois metros de ponta a ponta.
 Trata-se de uma ave solitária, pois evita qualquer forma de convívio com a sua parentela, preferindo viver sozinha por conta própria e em sua própria casa. Quando formado um casal sua primeira providência é procurar um lugar alto e retirado para construir seu ninho. Como se trata de uma ave sedentária, seu ninho é formado de forma forte e cuidadosa para durar a vida inteira, pois elas não gostam de mudanças. Extremamente zelosa, de sua residência cuidará a vida toda acrescentando novos reforços. Além disso, acrescentam um acentuado sentido de propriedade: sua confortável vida na montanha é sua e demais ninguém. E ai daqueles que dele ousar aproximar-se para fazer-lhe uma breve visitinha: De lá, saíra rechaçado sem a menor consideração.
A fêmea bota de 1 a 4 ovos, cuja tal encubação levará apenas cinco semanas. E a partir de quando nascem os filhotes aí acaba o sossego do casal, pois quando o macho sai em busca de alimentos para sua prole, a fêmea fica ocupada em digerir parcialmente o que foi trazido antes, para regurgitá-lo depois nas goelas sempre escancaradas de seus pimpolhos. As àguiazinhas logo aprendem a se alimentarem sozinhas e algumas semanas mais tarde já são capazes de devorar tranquilamente uma lebre inteira ou vários passarinhos num dia só. Passada a fase adolescente e atingida a maturidade, as jovens águias voam deixando o lar paterno passando daí por diante a terem as suas próprias e solitárias vidas.
                      Sua técnica de caça é ordenada, metódica e eficientíssima. Voando a centenas de metros de altura, elas conseguem localizar suas preferidas presas a quilômetros de distância, tudo graças ao seu grandessíssimo poder aguçado de visão. Seu ataque é repentino e certeiro: em vôo rasante, passam sobre o animal e apanham-no com suas potentes garras. Quase sempre, o susto basta para liquidar a sua vítima; mas como toda ave rapinante, a águia não cuida dessas minúcias. Se ao chegar ao seu refúgio, a presa ainda estiver viva, será devorada assim mesmo, sem dó nem piedade.








Fonte:
Internet,
Conhecer,
Abril Cultural.








                                                              
                                                       
                                                                                           
                                                                                              Ao lado do "Pai"

19 julho, 2011

Um tempo no tempo.







Vagabundismo,
ou liberdade...?


Um tempo no tempo.

                    Logo de manhã quando acordei, notei que já era tarde; outra vez o meu programa favorito de televisão já havia começado. Então, empurrei o controle remoto que estava perto de mim, virei pro lado e me apaguei por mais alguns instantes... Ah! Que bom!
                   Agora era assim, depois de um tempo pra cá a vida tinha ficado dessa maneira: Acordar no horário marcado só com o despertador, se não...
                    É que são tantos sunninnhos bonnns...
                    Também que eu me lembre sempre fui assim:
Nunca me queixei de ir dormir tarde da noite, más levantar cedo... Hum!
                    Quando de verdade acordei, já se passavam do meio dia... Minha nossa! Que susto! E o meu ombro direito estava todo molhado, outro susto! Olhei pro telhado e vi que de uma velha e conhecida brecha descia uma forte goteira, Aí pulei da cama.
Aquela noite tinha chovido muito, a noite inteira. E aquela brecha no telhado... Até por uma questão de bom senso, eu bem que já deveria ter tomado uma providência. Não é mesmo? Poderia ter contratado um pedreiro, ter trocado a telha ou alguma coisa assim. Mas, não! Simplesmente eu não havia feito nada, nesse sentido, e pensando bem... Com tantos dias de sol que se fizeram naquelas semanas passadas. Hum! Mas também fazer o que? Eu só me lembrava daquilo, naqueles dias. E de mais a mais, eu até tava gostando. Nas noites iluminadas eu via o cruzeiro do sul... Rs.
Àquela hora, definitivamente não seria uma boa hora pra chorar. Muito pelo contrário, eu deveria agir, e agir rapidinho. Se não... Pensa numa situação sorrateira que vem e age manhosamente astucioso. Então remediei, e como já fizera efeito em dias anteriores, naquela tarde, repetiu o ato. Passei a mão dum balde mais próximo e na posição de aparador, provi para que todo aquele longo e espesso caldo turvo, não viesse a se espalhar pelo extenso piso afora. Ufa! Consegui.
                
                     A ausência de submissão na obrigação faz isso,aí. Na vida tem dessas coisas.

                     Do modo como estava:
                     Molhado, Mal acordado e desocupado, puxei uma cadeira e sentei.
                    Diante e atento à cena que sucedia, tal como um sábio entendedor e senhor dos assuntos dos mundos, passei então há contar o tempo no tempo que levaria a encher aquele balde.
               
                      E foi...

                     Seria isso, vagabundismo?

                     Chamo, assim:
                      Liberdade!!!      
                      Rs.




                                                                               






                                                                                            Ao lado do "Pai"



13 julho, 2011

"Tinnitus”.





Quem me deu o toque
foi um médico e muito amigo meu.

 
"Tinnitus”.
Zumbido no ouvido. 
Esse barulho tem nome e tratamento.

                   O zumbido é um tipo de som indesejado e perturbador que muitas pessoas sentem dentro dos seus próprios ouvidos, dentro de suas próprias cabeças. Eles vêem como se fossem um enxame de abelhas cada vez mais perto, ou se parecem até mesmo com uma panela de pressão em alta temperatura, também se parece muito com um apito, chuva no telhado, cachoeira e etc.
                   Existem pessoas que convivem com esse barulho indesejado durante o dia todo, esteja onde estiver. Outras, porém só a ouvem se prestarem muita atenção em seus portadores ouvidos, outras somente em lugares fechados, outras só quando estão na cama e na calada da noite.
                   O zumbido é provocado por outras diferentes doenças. Quando uma pessoa passa a identificar esse mal, é comum se desesperar temendo a perda auditiva, ou até mesmo outros males... Imagine ouvir sozinho o tempo todo e dentro de sua própria cabeça o barulho de um enxame de abelhas, ou de uma panela de pressão em alta temperatura, ou de um trem que esteja se aproximando. Imagine isso... Se você sofre deste mal não se desespere, assim como em tudo nessa você também não está sozinho. Rs
                   No mundo todo, existem muitas pessoas que sofrem deste mal, ocasionado pela poluição sonora, uso de fones de ouvidos em alto volume, o estresse o envelhecimento, muito doce, diabetes, pressão alta, uso exagerado da cafeína e etec. O aconselhável assim como em outros casos é o de nunca se automedicar; Ou ainda sair por aí a tomar o famoso remedinho da vovó. He! Aquele que cura tudo... 
                   Consulte um médico especialista no caso, para cada caso existe um médico. No caso do zumbido no ouvido o médico especialista e indicado é o “Otorrinolaringologista”, é ele o Doutor consagrado no estudo e tratamento das doenças, além do ouvido, do nariz e garganta.

                    Quem me deu o toque foi um médico e muito amigo meu. Um especialista formado em várias especialidades... Rs











                                                                                            Ao lado do "Pai"

09 julho, 2011

De boa fé, de má fé.








Quem tomou toda
a baba do Sem direção?


De boa fé, de má fé.

                   De onde eu moro, assisto sempre o vai e vem de um sujeito sujo maltrapilho desempregado sem família e sem moradia. A perambular todos os dias pelas ruas do centro de minha cidade. Seu nome eu não sei. Mas já o vi tantas vezes vagando sozinho sem rumo e sem destino certo, que hoje o chamo de “Sem direção”.
                   Pois bem, apesar de estar sempre sozinho sujo e maltrapilho, “Sem direção” é muito querido nas imediações, chegando a ter livre acesso em alguns comércios da região. As pessoas lhe pagam café, lanches e lhe dão almoço.
                   Outro dia fui testemunha ocular de um fato, num ato praticado por esse sujeito e que no mínimo eu diria intrigante. Vejam, só! Analisem...
                   Caminhava eu calmamente num final de semana, à tarde pelas ruas do centro após o comércio local. Fazia um entardecer agradabilíssimo.
                    Imbuído ao som de um Mp-3 vinha eu acompanhando e cantando uma deliciosa música; Então dançava e cantarolava nas volta do meu quarteirão. De repente-mente, então fui surpreendido por uma figura sinistra e inacreditável do já ainda mais deteriorado, largado e esfarrapado “Sem direção”. Sem que ele visse ou pudesse me ver, eu vi. Assim de impacto a primeira impressão que tive foi à sensação de que ele ia e vinha como sempre fazia, sem rumo, sem direção.
                   Notei que ele bebia, (Fazia uso de álcool) e bebia sempre, bebia muito. Isso era notável, óbvio... Meu irmão do céu! Sua cara era igual... Deixa me ver. Hum! Igual não sei... Mas parecia e lembrava muito, com a cara de um japonês.
 Aí sim eu posso afirmar a de um japonês!
Pó, Meu! Sua cara era gorda, inchada. Desdentado olho pequeno e cuspia muito.
Vinha se lambendo e comendo uma coxinha, assistir aquilo era nojento, dava medo.
O que  me causou parar para assisti aquela seqüência de atos bizarros, entrelaçados de gingado, jeitos, defeito e cheios de trejeitos; Foi sua mudança brusca de direção. Do modo como vinha e sem vacilar, tomou a porta da frente de um comércio ainda aberto, e entrou. Entrou, sentou de frente de uma televisão ligada, fazendo ali uma posse de um rei destituído de seu trono, mas que ainda lembra e ostenta sua majestade.
De onde eu me encontrava, até a sena do ato cabia se tranquilamente uns trinta metros de distância. Então, me esforcei no que pude e nas pontas dos pés assisti ali o que concluo numa exposição final.
                    “De boa fé, de má fé”.
                    Assim que mal fragmentou, mandou pra dentro aquele gorduroso salgado e feito uma bola de tênis vi com certa dificuldade descer goela a baixo aquela em pelotada massa salgada.
                    Mas é aqui que vem pegar o negócio... Raaapaz!
                    O que eu vi o “Sem direção” fazer ali...
                   Utilizando se da boa fé de que gozava, por uns instantes permaneceu ali assistindo a tv. Fazendo se parecer entretido no que via. Utilizando se de má fé, aproveitou o distrair dos funcionários ali presentes e num momento rápido prático e ligeiro apoderou se de uma garrafa de “Coca-cola”, de um litro e meio ali posta na mesa do lado da tv e ainda fechada. Tava fechada, mas ele a abriu. Tomou no gargalho. Parou! Olhou de um lado e outro e como ninguém lhe via no ato que praticava, tomou novamente. E no gargalho. Parou! Fechou o já exposto vasilhame e o recolocou no seu lugar de origem.
                     Limpou a boca, arrotou e saiu.
                     Passou por mim e foi embora.
                     Naquele estabelecimento comercial, existem seis funcionários que trabalham ali diariamente, Inclusive o dono.
                     Até hoje quando eu passo por lá, olho na cara deles e tento identificar.
                     Quem tomou toda a baba, do sem direção?
                      Teria sido um único deles?
                      Qual?
                      Dividiram entre si? Quantos?


                                Quem?

                                           Qual?

                                                   Quantos?

                                                                       Rs...




                                                                                

                                                                        
                                                                                            Ao lado do "Pai"